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30 Outubro, 2007

***Antiquário***
Edição de aniversário!

Dia 02/11 – Dia dos Mortos -  no Matriz.

Shows com as bandas:
Dead Souls (Joy Division)
Pêlos de Cachorro (Nick Cave, Morrisey, Radiohead e próprias)

Dj’s:
Rose Marie
Corrosion
Stark
Riot

Sorteio de um dvd do The Cure.
Clipes e filmes no telão.

$8 (antecipado – Nightfall, galeria do rock)
$10 (no local)

Matriz:
Av. Guajajaras, 1353
Terminal Turístico JK
http://www.matrizbh.com.br

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Despedidas, violões e recomeço.

15 Outubro, 2007

Se alguém me dissesse que um dia eu iria adorar um disco do Sandy &
Junior, eu não acreditaria. Se dissesse que eu iria num show, aí sim
que eu não acreditaria mesmo.
Pois acreditem, eu adorei tanto o “Acústico MTV” Sandy & Junior- dos
acústicos da MTV, esse sem dúvidas foi o mais surpreendente, em todos
os sentidos -, que tive que conferir o show. E que show lindo, ein.
Tá, não sou fã deles e acredito que nunca fui. Sempre fui do partido
“Tanto Faz”, só conhecia os sucessos radiofônicos.
Em quase toda a minha vida, nunca vi uma banda que durasse tanto tempo
quanto eles- foram 17 anos. Sei que tem várias, conheço várias, mas
ver com meus próprios olhos, só vi Sandy e Junior.
No caminho do show, fui pensando “gente, eu, que sempre escutei rock
tô indo fazer o que num show desses?”. Mas chegando lá, vi que eu não
era o único com o mesmo sentimento de peixe fora d’água.
Claro, a grande maioria do público era formado por adolescentes, entre
seus 11 e 16 anos, mas o público era bastante variado. Tinha desde
país e avós que estavam acompanhando os filhos, à adultos (assim como
eu) querendo ver como tudo terminava.
O show foi uma experiência totalmente nova pra mim. muita gente, muita
fila, muitos seguranças e equipe técnica, muitos fotógrafos, muitos
vendedores (de porcarias) ambulantes e muita (mas MUITA) gritaria. A
qualquer movimento na cortina, os fãs mais xiitas entravam em
desespero, gritavam e choravam como se não houvesse mais amanhã. Eu,
claro, sempre sério, observava todo esse mundo tão diferente do meu.
Com uma meia hora de atraso, finalmente as cortinas se abrem! a
distância público-palo é enorme, mas dois telões ajudam a ver a banda
entrando. Um cenário lindo (imitando o da apresentação da MTV, só que
num telão). Uma banda pequena – prum palco tão enorme.
Começa o show. não sei bem qual música era, mas parecia que toda a
arquibancada sabia. Na pista, atrás das mesas, jovens (todos na casa
dos 20) assistiam o show com respeito, mas sem muita empolgação. Muita
coisa ainda prometia acontecer. E bem, aconteceu.
Mais ou menos na metade do show, as luzes se apagam, a banda some e
começa um clipe. Como se fosse um “behind the music”, contando a
trajetória deles… as luzes voltaram! Sandy e Junior tinham trocado
de roupa ¬¬ (tá, achei totalmente descartável essa parte, mas é
mainstrean né, haha)
de volta aos microfones e seus banquinhos (que foram pouco usados),
eles se preparam pra tocar duas músicas novas. “segue em frente”, uma
compisição do Junior – segundo a Sandy. Num clima bem descolex à la
Jack Johnson, a música é quase uma mostra do que pode estar por vir na
sua carreira solo. Em seguida, Sandy assume os teclados, e toca a
canção mais bonita do show (na minha opinião, claro), “Abri os Olhos”.
E foi nessas duas canções que se via que realmente Sandy & Junior já
não era mais uma dupla. Eles cresceram, viraram dois artistas
diferentes, cada qual com sua personalidade bastante individual.
O show chega ao fim. Mas de mentira, claro. Talvez pra aumentar a
ansiedade do público ou pra alimentar o ego, alguns artistas são
adeptos desse falso fim de show, haha. Mesmo com as luzes apagadas,
com os gritos de “mais um”, eu sabia que não tinha cabado. E você me
pergunta como eu sabia? Simples, ainda não tinham tocado a música que
eu e (acredito) que todo o resto estavam esperando.
Sim, era um final de mentira, uns 5 minutos depois as luzes voltam.
Sandy e Junior voltam ao palco, mas sozinhos, sem banda. Conversam com
o público, agradecem o carinho, a fidelidade. depois de alguns
(muitos) minutos de enrolação, eis que chega o momento tão esperado!!
Com um violão em punho, Junior começa a tocar um riff já conhecido de
todos ali (e com certeza conhecido por você também): Tocaram “Maria
Chiquinha”! E dessa forma, só voz e violão, só os dois no palco, eu e
mais um zilhão de pessoas voltou a infância. Foi impossível não se
juntar ao coro. E com um sentimento de satisfação, ainda por cima.
hahaha

Bom, não vou cair nos clichês “tudo que é bom dura pouco” e “só dá
valor quando acaba”, porque não é caso aqui. Mas foi um show lindo,
com um cenário incrível e novos arranjos. E além de tudo, com a
mensagem de que tudo um dia passa, mas não precisa acabar mal.
Glamuroso, lindo e tocante definem esse show. pelo menos pra mim.

Por *Gobbi*

Emails para: rubber.gobbi@gmail.com

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Magnólia, Barchelor nº2 e Aimee Mann

8 Outubro, 2007

Aimee Mann é uma mulher maravilhosa. Talentosa. Influente. Inspirada. E linda (tá, é uma beleza beeem exótica mas é linda).

Conheci os atrativos dessa ‘estadunidense’ (pq americanos somos todos nós) quando Alexandre me apresentou ao disco Barchelor nº 2. Desde então, ela já quase desbancou a Kim Deal do posto de mulher da minha vida.

O motivo é simples: que voz! É quase impossível descreve-la se não pudesse me atraver a dizer que a firmeza, suavidade e limpidez são marcas registradas nas canções. Canções estas que fizeram o álbum tão coeso, tão redondinho e “sem tirar nem por” como é o Barchelor.

Grande parte dele está na trilha sonora de Magnólia juntamente com outras músicas não menos maravilhosas de Jon Brion (um de seus fiéis escudeiros), Gabrielle e Supertramp (!).

Uma curiosidade em torno do filme é que, segundo o diretor, o roteiro foi criado à partir das canções do álbum já citado (Barchelor) quando ele ficou, digamos, obsessivo pelas canções. Um exemplo é a música de abertura do filme “One” que tem nos versos as seguintes palavras:

“Um é o número mais solitário que você já viu
Dois pode ser tão ruim quando um
Pois é o número mais solitário depois de Um…”

E quem já assistiu o filme sabe que o foco da história é a solidão.

Agora me diz vai: depois de ouvir toda essa “rasgação de seda” para ela, não me diga que você não vai clicar nos links do texto pra conhecer melhor o que eu estou falando?

Por *Jana Rubber*

Críticas, sugestões, cds da Aimee Mann: rubber.gobbi@gmail.com

 

Refresh (em 11/10) : Povo, eu não queria ser explícita mas quem quiser ouvir a moça clica em cima do link das palavras ‘trilha sonora’ no texto. =D

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Livros e afins…

25 Setembro, 2007

Devido a falta de criatividade e tempo que me rondam nessa semana o post “decente” ficará para a próxima. Esperem pelo Gobbi na quinta feira.

Ficam só algumas recomendações (para dizer que eu não falei de flores):

* Os Sofrimentos do jovem Werther – Goethe

Livro maravilhoso e perfeito conta a história desse jovem e seu amor ‘impossível’ por Lotte, que já tem pretendente e vai se casar. Essa história é atemporal, porque o amor e sofrimento são assim e causou muita comoção quando foi lançado devido a alta taxa de suicídios de leitores que tiveram identificação com o fim de Werther. Apaixonante.

*A Hora da Estrela – Clarice Lispector

Coincidência (ou não), um fotolog que eu leio muito de uma pessoa querida – http://www.fotolog.com/library_moloko – citou esse livro com tanta emoção que eu não poderia deixar de ler. Não tenho dúvidas que essa história ficará em mim para sempre. Não me arrisco em descrições pois Clarice é maior que tudo o que eu possa dizer. Recomendadíssimo.

*Salomé – Oscar Wilde

Dando uma rápida pesquisada na internet descobri que a história em torno de Salomé é bem anterior a peça de Wilde, porém, não poderia deixar passar minha impressão sobre esse livro. A linguagem usada é teatral mas nada forçado ou complicado demais como Shakespeare. Não vou ficar contando muito sobre a história pois ela é curta e nem tem graça adiantar tudo.

Finalizo por hoje com essa imagem linda, feita por Aubrey Beardsley para a 1ª versão do livro de Wilde. Ela já diz tudo.

 

Por *Jana Rubber*

Críticas, sugestões para : rubber.gobbi@gmail.com