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12 novembro, 2007

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Ola!

Bem, sejamos diretos: com a chegada do fim do ano e todas essas coisas também é chegada a pressa alheia na esperança que todos possam ser felizes dia 25/12, motivo pelo tal que o trabalho e responsabilidade aumentam em proporções catastróficas me imepdindo de manter algumas atividades.

O JunkieBox é uma delas.

I’m Living home…(bye, bye), não sei se ele vai permanecer, se o Gobbi vai levar adiante essa idéia…passem aqui mais tarde para saber.

Apesar de pequeno, foi bacana poder escrever do meu jeito.

Adiós amigos,

Jana Rubber 

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30 outubro, 2007

***Antiquário***
Edição de aniversário!

Dia 02/11 – Dia dos Mortos -  no Matriz.

Shows com as bandas:
Dead Souls (Joy Division)
Pêlos de Cachorro (Nick Cave, Morrisey, Radiohead e próprias)

Dj’s:
Rose Marie
Corrosion
Stark
Riot

Sorteio de um dvd do The Cure.
Clipes e filmes no telão.

$8 (antecipado – Nightfall, galeria do rock)
$10 (no local)

Matriz:
Av. Guajajaras, 1353
Terminal Turístico JK
http://www.matrizbh.com.br

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I don’t like the drugs, but…

22 outubro, 2007

O mundo está de cabeça para baixo ou eu quem parei no tempo.

Cara, que glamourização é essa de quem usa droga, dá piti/xilique, vai preso, é sem educação com as pessoas, é blasé e etc?!  Juro, não consigo entender…

Não sei o que deu nas pessoas de dar tanto ibope pra gente como a Britney Spears,  Kate Moss, Paris Hilton… Dizem que é a ‘valorização’ do anti-herói, mas peraí: anti herói nada mais é que a pessoa comun e não o contrário.

É só dar uma passadinha no orkut pra você ver quantas comunidades exaltam esse jeito “superior” de ser. Eu adoro observar e morro de rir, mas às vezes me escandalizo com a agressividade e a segregação.

Longe de mim fazer um discurso anti-drogas…cada cabeça uma sentença. Mas convenhamos que não é nada bunitinho o resultado final…é só dar uma olhada na srta. Moss aí:

Bonito, não?

Nem parece a mesma mulher do clip “Just don’t Know…” do White Stripes.

Enquanto todo mundo baba pela Cocaine Kate, achar “zuuuuuper” engraçado as estripulias da louca da Britney (e chora por ela no You Tube – ai! que vergonha!) e acham o máximo a vida da paris Hilton, elas ficam cada vez mais ricas e famosas fazendo???? NADA. Rs. Ironias da vida.

Quer saber de uma? Vão todos beber leite e sonhar com uma vida menos ordinária.

Pronto: Falei.

Por um brasil com menos “gramur”: rubber.gobbi@gmail.com

*Jana Rubber*

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19 outubro, 2007

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Despedidas, violões e recomeço.

15 outubro, 2007

Se alguém me dissesse que um dia eu iria adorar um disco do Sandy &
Junior, eu não acreditaria. Se dissesse que eu iria num show, aí sim
que eu não acreditaria mesmo.
Pois acreditem, eu adorei tanto o “Acústico MTV” Sandy & Junior- dos
acústicos da MTV, esse sem dúvidas foi o mais surpreendente, em todos
os sentidos -, que tive que conferir o show. E que show lindo, ein.
Tá, não sou fã deles e acredito que nunca fui. Sempre fui do partido
“Tanto Faz”, só conhecia os sucessos radiofônicos.
Em quase toda a minha vida, nunca vi uma banda que durasse tanto tempo
quanto eles- foram 17 anos. Sei que tem várias, conheço várias, mas
ver com meus próprios olhos, só vi Sandy e Junior.
No caminho do show, fui pensando “gente, eu, que sempre escutei rock
tô indo fazer o que num show desses?”. Mas chegando lá, vi que eu não
era o único com o mesmo sentimento de peixe fora d’água.
Claro, a grande maioria do público era formado por adolescentes, entre
seus 11 e 16 anos, mas o público era bastante variado. Tinha desde
país e avós que estavam acompanhando os filhos, à adultos (assim como
eu) querendo ver como tudo terminava.
O show foi uma experiência totalmente nova pra mim. muita gente, muita
fila, muitos seguranças e equipe técnica, muitos fotógrafos, muitos
vendedores (de porcarias) ambulantes e muita (mas MUITA) gritaria. A
qualquer movimento na cortina, os fãs mais xiitas entravam em
desespero, gritavam e choravam como se não houvesse mais amanhã. Eu,
claro, sempre sério, observava todo esse mundo tão diferente do meu.
Com uma meia hora de atraso, finalmente as cortinas se abrem! a
distância público-palo é enorme, mas dois telões ajudam a ver a banda
entrando. Um cenário lindo (imitando o da apresentação da MTV, só que
num telão). Uma banda pequena – prum palco tão enorme.
Começa o show. não sei bem qual música era, mas parecia que toda a
arquibancada sabia. Na pista, atrás das mesas, jovens (todos na casa
dos 20) assistiam o show com respeito, mas sem muita empolgação. Muita
coisa ainda prometia acontecer. E bem, aconteceu.
Mais ou menos na metade do show, as luzes se apagam, a banda some e
começa um clipe. Como se fosse um “behind the music”, contando a
trajetória deles… as luzes voltaram! Sandy e Junior tinham trocado
de roupa ¬¬ (tá, achei totalmente descartável essa parte, mas é
mainstrean né, haha)
de volta aos microfones e seus banquinhos (que foram pouco usados),
eles se preparam pra tocar duas músicas novas. “segue em frente”, uma
compisição do Junior – segundo a Sandy. Num clima bem descolex à la
Jack Johnson, a música é quase uma mostra do que pode estar por vir na
sua carreira solo. Em seguida, Sandy assume os teclados, e toca a
canção mais bonita do show (na minha opinião, claro), “Abri os Olhos”.
E foi nessas duas canções que se via que realmente Sandy & Junior já
não era mais uma dupla. Eles cresceram, viraram dois artistas
diferentes, cada qual com sua personalidade bastante individual.
O show chega ao fim. Mas de mentira, claro. Talvez pra aumentar a
ansiedade do público ou pra alimentar o ego, alguns artistas são
adeptos desse falso fim de show, haha. Mesmo com as luzes apagadas,
com os gritos de “mais um”, eu sabia que não tinha cabado. E você me
pergunta como eu sabia? Simples, ainda não tinham tocado a música que
eu e (acredito) que todo o resto estavam esperando.
Sim, era um final de mentira, uns 5 minutos depois as luzes voltam.
Sandy e Junior voltam ao palco, mas sozinhos, sem banda. Conversam com
o público, agradecem o carinho, a fidelidade. depois de alguns
(muitos) minutos de enrolação, eis que chega o momento tão esperado!!
Com um violão em punho, Junior começa a tocar um riff já conhecido de
todos ali (e com certeza conhecido por você também): Tocaram “Maria
Chiquinha”! E dessa forma, só voz e violão, só os dois no palco, eu e
mais um zilhão de pessoas voltou a infância. Foi impossível não se
juntar ao coro. E com um sentimento de satisfação, ainda por cima.
hahaha

Bom, não vou cair nos clichês “tudo que é bom dura pouco” e “só dá
valor quando acaba”, porque não é caso aqui. Mas foi um show lindo,
com um cenário incrível e novos arranjos. E além de tudo, com a
mensagem de que tudo um dia passa, mas não precisa acabar mal.
Glamuroso, lindo e tocante definem esse show. pelo menos pra mim.

Por *Gobbi*

Emails para: rubber.gobbi@gmail.com

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Magnólia, Barchelor nº2 e Aimee Mann

8 outubro, 2007

Aimee Mann é uma mulher maravilhosa. Talentosa. Influente. Inspirada. E linda (tá, é uma beleza beeem exótica mas é linda).

Conheci os atrativos dessa ‘estadunidense’ (pq americanos somos todos nós) quando Alexandre me apresentou ao disco Barchelor nº 2. Desde então, ela já quase desbancou a Kim Deal do posto de mulher da minha vida.

O motivo é simples: que voz! É quase impossível descreve-la se não pudesse me atraver a dizer que a firmeza, suavidade e limpidez são marcas registradas nas canções. Canções estas que fizeram o álbum tão coeso, tão redondinho e “sem tirar nem por” como é o Barchelor.

Grande parte dele está na trilha sonora de Magnólia juntamente com outras músicas não menos maravilhosas de Jon Brion (um de seus fiéis escudeiros), Gabrielle e Supertramp (!).

Uma curiosidade em torno do filme é que, segundo o diretor, o roteiro foi criado à partir das canções do álbum já citado (Barchelor) quando ele ficou, digamos, obsessivo pelas canções. Um exemplo é a música de abertura do filme “One” que tem nos versos as seguintes palavras:

“Um é o número mais solitário que você já viu
Dois pode ser tão ruim quando um
Pois é o número mais solitário depois de Um…”

E quem já assistiu o filme sabe que o foco da história é a solidão.

Agora me diz vai: depois de ouvir toda essa “rasgação de seda” para ela, não me diga que você não vai clicar nos links do texto pra conhecer melhor o que eu estou falando?

Por *Jana Rubber*

Críticas, sugestões, cds da Aimee Mann: rubber.gobbi@gmail.com

 

Refresh (em 11/10) : Povo, eu não queria ser explícita mas quem quiser ouvir a moça clica em cima do link das palavras ‘trilha sonora’ no texto. =D

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A Comercialização de Deus

3 outubro, 2007

Realmente, hoje em dia tudo tem seu preço…E como quase nada escapa do capitalismo, já deveríamos estar acostumados com isso, mas tem coisas que não deveriam ser cobradas tais como a liberdade e a fé. Nossa liberdade está cada vez mais escassa e então nos restaria a fé. E como eu disse “restaria”, pois hoje há uma grande indústria, a indústria de Deus.

Vocês podem até pensar que religião cada um tem a sua, e que isso é muito pessoal pra se discutir, mas não quando tem pessoas sendo enganadas na história.

Hoje a igreja se tornou como um clube, que você paga uma cota e pode freqüentar durante determinado período. E quem não tem a carteirinha desse clube, alem de ficar de fora, não é filho de Deus, é do Diabo.

Quanta ignorância, além de cobrarem (!!!) caridade, ainda não respeitam as diferenças. Justo onde todos nós deveríamos ser vistos como irmãos, semelhantes é onde se encontra mais preconceito disfarçado.

As religiões mais radicais descriminam a mulher que não depende do seu marido, homossexuais, artistas que se deram bem na vida, brinquedos famosos e mais uma infinidade de coisas…você poderia dizer: “mas eles também podem criticar, já que você os está criticando”.

Claro que poderiam! Mas não tem ou não usam argumentos para isso –que na minha opinião, não existe nenhum argumento que justifique o preconceito–, pra eles é tudo coisa do Diabo, não tem explicação. Esses dias eu estava lendo que a igreja evangélica estava curando homossexuais… Quanta idiotice! Como se uma pessoa pudesse deixar de ter sua opção sexual por imposição da igreja. Seria a mesma coisa que dizer que se pode transformar heterossexuais em gays.

Eles também usam sua imposição nas mulheres, fazendo elas usarem roupas que cobrem o corpo inteiro, e serem submissas aos maridos. E para os religiosos mais devotos, isso não tem nada demais, é tudo para agradar a Deus pois no futuro Ele cobrirá nossa vida de luz e significado.

Realmente, se para agradarmos a Deus tivermos que aceitar ordens absurdas, nos conformarmos com a nossa situação e esperar a ajuda vinda do Céu, odiar o estranho e ainda pagar pra isso, eu prefiro não agradar e tentar mudar a mundo eu mesmo.

Bom, se Deus vai salvar a todos, eu não sei, eu só sei que eu não vou esperar…

Por *Gobbi*

Críticas, sugestões? rubber.gobbi@gmail.com

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Livros e afins…

25 setembro, 2007

Devido a falta de criatividade e tempo que me rondam nessa semana o post “decente” ficará para a próxima. Esperem pelo Gobbi na quinta feira.

Ficam só algumas recomendações (para dizer que eu não falei de flores):

* Os Sofrimentos do jovem Werther – Goethe

Livro maravilhoso e perfeito conta a história desse jovem e seu amor ‘impossível’ por Lotte, que já tem pretendente e vai se casar. Essa história é atemporal, porque o amor e sofrimento são assim e causou muita comoção quando foi lançado devido a alta taxa de suicídios de leitores que tiveram identificação com o fim de Werther. Apaixonante.

*A Hora da Estrela – Clarice Lispector

Coincidência (ou não), um fotolog que eu leio muito de uma pessoa querida – http://www.fotolog.com/library_moloko – citou esse livro com tanta emoção que eu não poderia deixar de ler. Não tenho dúvidas que essa história ficará em mim para sempre. Não me arrisco em descrições pois Clarice é maior que tudo o que eu possa dizer. Recomendadíssimo.

*Salomé – Oscar Wilde

Dando uma rápida pesquisada na internet descobri que a história em torno de Salomé é bem anterior a peça de Wilde, porém, não poderia deixar passar minha impressão sobre esse livro. A linguagem usada é teatral mas nada forçado ou complicado demais como Shakespeare. Não vou ficar contando muito sobre a história pois ela é curta e nem tem graça adiantar tudo.

Finalizo por hoje com essa imagem linda, feita por Aubrey Beardsley para a 1ª versão do livro de Wilde. Ela já diz tudo.

 

Por *Jana Rubber*

Críticas, sugestões para : rubber.gobbi@gmail.com

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Saudades do Rock!

20 setembro, 2007

Bom, não dizendo que ele morreu (ou não), mas só digo que ele não é mais o mesmo… com tanto rótulo, tanta definição nova aparecendo, fica cada vez mais complicado saber o que é e o que não é rock atualmente. e digo isso, sem medo de errar.
Claro que a grande parte das definições que são usadas hoje vem de décadas atrás, isso sem dúvidas.. mas pô, como é que eu vou saber quando uma banda é punk-glam-metal-industrial-ghotic? nunca! haha
vira e vexe eu me pego conversando de músicas com semi-conhecidos, e acabo saindo mais confuso do que quando entrei na conversa. é sempre assim: “e aí gobbi, cê curte o que?” eu respondo simplismente “rock!” – pra não dar curiosidade e me matar de ciumes, né! hahaha. e quando digo isso, “rock!” simplismente, fico parecendo ignorante, ou um desses filhos da MTV (tipo, os que não entendem nada). se eu abrisse um leque imenso de rótulos com certeza ia parecer que sei bem mais do que sei – não que eu saiba muito.
assim, não que eu despreze rótulos ou os odeie. pelo contrário, eu até gosto, já que é com eles que conhecemos sons novos (ou velhos) que tem a ver com o que escutamos já, e como nos destacamos de outros grupos. aliás, acho super cafona isso de “não me rotule, não sou um produto”..
em uma das minhas inúmeras conversas sobre música, disse que não acredito em boas bandas, mas sim em bons discos. então, se eu me fixar em alguns determinados rótulos, posso acabar perdendo grandes discos só por não ser do mesmo “rótulo de sempre”… sei lá..
outro ponto que percebo, é ue se eu adoto por exemplo o rótulo “punk”, eu não posso escutar metal de jeito nenhum. tá, eu escuto punk e não escuto metal de jeito nenhum, mas escuto algumas coisas bem contrastantes pela embalagem…
Bom, não prolongando, eu termino com uma frase clássica da Diva Courtney Love que se encaixa muito bem aqui (não, não é a que a fala que o rock morreu, haha):
“Eu venho do punk, então eu me faço acessível.” eu também, Courtney, eu também…

Por *Gobbi*

Críticas, sugestões: rubber.gobbi@gmail.com

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O videoclip: como eu gosto.

17 setembro, 2007

O videoclip como eu gosto tem que ter gente tocando como em Teenage Riot do Sonic Youth, mas pode também ter quebradeira de violão e aulas de ginástica com a Kim Deal em Divine Hammer do Breeders.

O videoclip como eu gosto pode até ser bem humorado, mas sem ser Foo Fighters demais…se bem que Big Me é legal sem ser escrachado. O que o tempo faz com as pessoas, né? Rs.

O videoclip como eu gosto tem que provocar saudade, dar vontade de ter gravado, lembrar coisas que já não existem mais…como qualquer versão disponível de Band on The Run do Paul McCartney.

Resumindo, o videoclip como eu gosto tem que ser feito para a música, de pessoas para pessoas e não para a máquina. Tem que tocar cada um e ser para as massas uma conseqüência.

Concluo com isso que não tenho uma posição nem um ponto a ponderar…

Apenas acordei um bocado saudosista hoje.

Postado por *Jana Rubber*

Críticas, sugestões e “other things”: rubber.gobbi@gmail.com

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